terça-feira, 28 de setembro de 2010

Parque Lage - Rio de Janeiro

Uma vez, em um dos passeios que tive pelo Rio de Janeiro, tive o prazer de poder caminhar entre as belas paisagens dos jardins magníficos de Henrique Lage. Para quem não sabe, Henrique Lage é o famoso nome dado ao Parque Lage. Um parque público aqui da cidade do Rio de Janeiro, bem aos pés do Morro do Corcovado, no bairro do Jardim Botânico e que fica há 15 minutos de uma caminhada gostosa do meu apartamento. Uma bela paisagem para se admirar e preservar. Na verdade uma não, dezenas delas, dezenas de paisagens maravilhosas que existe por lá.

A história do Parque é fantástica, ela data início em 1811, quando o Srº Rodrigo de Freitas Mello e Castro adquiriu uma fazenda que pertencia a Fagundes Varela, o grande Engenho de Açúcar Del Rei. Lugar privilegiado e que ficava bem às margens da Lagoa. Coube ao paisagista inglês, Tyndale, reprojetar a fazenda e imprimir à estrutura de seu projeto, que refletia o romantismo de sua terra natal.

Com o passar dos anos, mas precisamente em 1859, o parque passou por um processo de compra e venda, e passou a pertencer a Antônio Martins Lage, o que lhe deu o nome de “Parque Lage”. Mas depois de alguns anos, Martins Lage perde a propriedade, que passa a pertencer a César de Sá Rabelo, até que o neto de Martins Lage, o Henrique Lage, consegue reaver a antiga propriedade da família e desde então começa a dar início a sua remodelação. Foi daí que Henrique Lage convidou o arquiteto italiano Mario Vodret como projetista do palacete que fora de seu pai. Seu estilo era bastante diferente, mesclando diferentes tendências da época, enquadrando seus trabalhos no período da arte que se denominava eclético, o qual agradava a cantora lírica italiana, esposa de Henrique Lage, Gabriela Bezanzoni. 

Em seu centro há um pátio com piscina e, em sua fachada, um pórtico bastante proeminente. Os jardins foram concebidos geometricamente, de acordo com a grandiosidade da mansão, de onde se avista o morro do Corcovado.No ano de 1936, a esposa de Henrique Lages fundou a Sociedade do Teatro Lírico Brasileiro e, em 1948, novos habitantes vêm para a mansão dos Lage, os sobrinhos-netos de Gabriela: Marina Colasanti e seu irmão Arduíno Colasanti. A esta época, Gabriela Bezanzoni organizava magníficas festas em que figuravam os mais proeminentes representantes da sociedade carioca.

Entretanto, endividado com o Banco do Brasil por conta de negócios feitos com esta instituição financeira, Henrique Lages precisou desfazer-se de parte de seu patrimônio. Entregou parte de seus bens ao banco como pagamento e, a outra, vendeu para empresários particulares. A fim de fazer sobreviver o Parque, foi tombado como patrimônio histórico e artístico com a ajuda do governador Carlos Lacerda. 

Na década de 1960 a propriedade foi desapropriada e convertida em um parque público. No paláciofunciona a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, criada em 1975 pelo Departamento de Cultura da Secretaria de Estado de Educação.

Bom, por hoje basta de histórias. Tenho que aproveitar a noite que está caindo para poder conseguir enxergar as belezas desta Cidade Maravilhosa que está bem ao meu redor.
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