quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Manaus, a cidade Manáos


Histórico

A região onde está o Estado do Amazonas nem sempre pertenceu por direito a Portugal. Era parte integrante da Espanha, nos primeiros anos que sucederam ao descobrimento da América, mas foi ocupada e colonizada pelos portugueses.

A 03 de junho de 1542 o Rio Negro foi descoberto por Francisco Orellana que lhe pôs o nome. O período de povoação da Amazônia inicia entre os anos de 1580 a 1640, época em que Portugal e Espanha permaneceram sob uma só coroa, tendo os portugueses penetrado no vale amazônico, sem desrespeito oficial aos interesses espanhóis.

No período de 1637 a 1639 o explorador Pedro Teixeira, que tomou posse da região em nome da Coroa Portuguesa, partiu com uma expedição de Cametá-Pará, através do Rio Amazonas até a cidade de Iquitos, no Peru. A região onde está o Estado do Amazonas nem sempre pertenceu por direito a Portugal. Era parte integrante da Espanha, nos primeiros anos que sucederam ao descobrimento da América, mas foi ocupada e colonizada pelos portugueses. A 03 de junho de 1542 o Rio Negro foi descoberto por Francisco Orellana que lhe pôs o nome. O período de povoação da Amazônia inicia entre os anos de 1580 a 1640, época em que Portugal e Espanha permaneceram sob uma só coroa, tendo os portugueses penetrado no vale amazônico, sem desrespeito oficial aos interesses espanhóis. 


Devido aos interesses comerciais portugueses que não viam na região a facilidade em obter grandes lucros a curto prazo, pois a região era de difícil acesso e desconheciam a existência de riquezas (ouro e prata), a ocupação do lugar, onde se encontra hoje o município de Manaus, foi demorada.


Povoamento

As primeiras manifestações de ocupação da região ocorreram através das tropas de resgate que, com objetivo de capturar escravos, invadiram a região à caça dos indígenas. Ao redor do pouso das tropas, constituíam-se os aldeamentos dos índios que em seguida eram pacificados pelos religiosos.

A primeira forma de ocupação da região (cidade de Manaus) aconteceu com tropas de resgate comandadas pelo Cabo Bento Miguel Parente que saiu de São Luiz no Maranhão, em 22 de junho de 1657, acompanhado de dois padres: Francisco Veloso e Manuel Pires. A tropa fixou-se por algum tempo na foz do Rio Tarumã, onde foi fincada uma cruz e como de costume foi rezada uma missa.




Cidade da Barra do Rio Negro

Através do decreto de 13 de novembro de 1832, o Lugar da Barra passou a categoria de Vila, já com a denominação de Vila de Manaus, nome que manteria até o dia 24 de outubro de 1848. Com a Lei 145 da Assembléia da Provincial Paraense adquiriu o nome de Cidade da Barra do Rio Negro, em vista da vila ter assumido foros de cidade, cidade de Nossa Senhora da Conceição da Barra do Rio Negro. A 05 de setembro de 1850 foi criada a Província do Amazonas pela Lei Imperial nº 1592, tornando-se a Vila da Barra do Rio Negro. Foi seu primeiro presidente o ilustre João Batista de Figueiredo Tenreiro Aranha, nomeado em 27 de julho de 1851, que instalou oficialmente a nova unidade provincial a 1º de janeiro de 1852, cuja situação de atraso melhorou bastante. Foi criada a Biblioteca Pública. O 1º jornal foi fundado em 05 de setembro, mas sua primeira edição só circulou a 03 de maio de 1851 já com o nome de "Estrela do Amazonas", de propriedade do cidadão Manuel da Silva Ramos. Tornaram-se ambos, as bases do desenvolvimento da cultura local, junto ao teatro e escolas profissionais.

A 04 de setembro de 1856 pela Lei nº 68, já no decurso do 2º governo, que era Herculano Ferreira Pena, a Assembléia Provincial Amazonense dá-lhe o nome de Cidade de Manaus, em homenagem a valente nação indígena Manáos.



PONTOS TURÍSTICOS

ALFÂNDEGA


Inaugurado em 1906 e utilizando matéria-prima da Inglaterra, foi um dos primeiros prédios a ser construído no Brasil com blocos em pedra.


 

BOSQUE DA CIÊNCIA


Localizado na sede INPA, possui uma grande área rica em vegetação e animais da Amazônia.



CENTRO DE ARTES CHAMINÉ


No passado foi uma importante estação de tratamento de esgotos, responsável por toda a cidade. Hoje, representa um importante espaço para apresentações /exposições de arte.



ENCONTRO DAS ÁGUAS



O rio Amazonas é formado do encontro entre os Rios Solimões (uma água barrenta) e Negro (água escura).

A explicação para o fenômeno, que gera esse belo espetáculo, pode estar nos fatores de densidade, temperatura e velocidade muito diferenciados entre os dois rios.


TEATRO AMAZONAS


Construído em plena Floresta Amazônica, na época do Ciclo da Borracha, o Teatro Amazonas é uma das mais belas obras e referência da cultura no estado do Amazonas.




Manaus - capital mundial da água doce


 Nem o Egito c’o velho rio Nilo,
Babilônia com Tigre e Eufrates,
Não se igualam c’os rios que temos,
Compará-los seriam disparates.
Yang-Tse-Kiang e Tse-Kiang que empana,
Rios da China que correm pro mar,
O volume das águas engana,
Amazonas não quer comparar.

A Europa com Reno e Danúbio,

E o Volga, menores que os nossos,
Se fizeram um grande conúbio,
Dessa união restarão só os ossos.

Mississipi e Missuri não têm

A grandeza das águas daqui;
Comparar suas águas convém,
Com aquela, Oiapoque ou Chuí.

Solimões com sua água barrenta

Transportando riquezas sem fim,
Clima ameno que ao povo alimenta,
Novidades traz sempre pra mim.

Quais gigantes que vão abraçados

Pelas selvas do imenso país,
São os rios por nós preservados,
Somos povo que vive feliz.

Os antigos também nos suplantam

Com as obras que são imortais;
Mas as águas que mais nos encantam
São as fontes com seus mananciais.

Água pura o mundo terá,

Se soubermos guardar nossas matas,
E da selva o seu grito ouvirá:
Ao fragor dessas grandes cascatas.

Água doce será de bem poucos,

Só da chuva e das nuvens dos céus;
Poderão nos chamar de loucos
Mas nós fomos lembrados por Deus.

Amazonas, cobiça do mundo,

Continua a ser explorado;
Rio Madeira é muito profundo,
Mesmo assim não está descartado.

Porto Velho é a prova evidente

Dos desmandos e da exploração;
Do mercúrio os efeitos já sente:
Essa gente não tem coração!

“Capital de água doce do mundo”,

É Manaus como um grande presente;
O Rio Negro é menos profundo
E o “Encontro das Águas” não mente.

Se as águas faltarem, um dia,

Todo o mundo virá procurar,
Nossos rios são fonte sadia,
Que aqui haverão de encontrar.

Por tratá-la sem muito cuidado

Capital que merece ser vista;
Na maior das cidades do Estado
Sente orgulho a presença Marista.


de José Cândido Bairros


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